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A responsabilidade dos cursos de Pós-Graduação na qualificação linguística de seus alunos.

Estão aptos? Quando professores e orientadores solicitam que os alunos leiam textos em língua estrangeira, publiquem em periódicos internacionais ou participem de congressos no exterior, é importante questionar se os alunos estão linguisticamente aptos para representar bem seus cursos e seu país.

Podem cobrar? A Pós-Graduação tem uma grande parcela de responsabilidade pelo nível linguístico de seus alunos, pois há ainda programas de pós-graduação que fazem a avaliação de idiomas após o ingresso no curso, mesmo correndo o risco de ter em suas salas de aula alunos que não conseguem ler adequadamente textos em uma língua estrangeira. Esses cursos terão dificuldade em cobrar destes mesmos alunos competências não exigidas no ingresso.

Antes, durante ou depois? A avaliação tem o poder de influenciar o foco e a motivação das pessoas e, se bem utilizada, pode gerar benefícios a todas as partes envolvidas no processo educacional. Uma política de idiomas que exige a comprovação do nível de proficiência em língua estrangeira antes ou durante o processo seletivo pode influenciar aqueles interessados em fazer uma pós-graduação, levando-os a se preparar de um modo que não fariam se não fosse pela “motivação” trazida pela avaliação.

Qual o padrão? A Pós-Graduação tem, portanto, o poder de estabelecer o padrão de referência no qual as pessoas irão se basear para se preparar com a devida antecedência. O que ninguém deseja é uma Pós-Graduação monoglota, cujos alunos e egressos tenham parco domínio de uma língua estrangeira, ferramenta fundamental para o desenvolvimento de seus estudos e divulgação ampla de sua produção acadêmica.

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